Nanã Buruquê - | Templo E. Pai Oxoce |

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Nanã Buruquê


Olorum, na sua criação, criou a qualidade maleável e decantadora, ativando-a contra todos os conceitos errôneos, tirando deles suas estabilidades para, a seguir, decantá-los no lodo da ignorância humana acerca das coisas divinas. Essa qualidade dual é Nanã Buruquê.

Nanã Buruquê é dual porque manifesta duas qualidades ao mesmo tempo, uma vai dando maleabilidade, desfazendo o que está paralisado ou petrificado, a outra vai decantando tudo e todos dos seus vícios, desequilíbrios ou negativismos.
Ela forma com Omulú / Obaluayê um par natural, e são os Orixás responsáveis pela evolução dos seres. Ela faz com que a evolução do ser seja retomada, decantando-o de todo negativismo, fixando-o no seu "barro" e deixando-o pronto para a atuação de Omulú / Obaluayê, que o remodelará, o estabilizará e o colocará novamente em movimento ou em uma nova senda evolutiva.

Por essa qualidade, ela é a divindade que atua sobre o espírito que vai reencarnar, pois ela decanta todos os seus sentimentos, mágoas e conceitos; dilui todos os acúmulos energéticos e o adormece em sua memória para que Omulú / Obaluayê reduza-o ao tamanho do feto do útero da mãe, que o reconduzirá à luz da carne, em que não se lembrará de nada do que já vivenciou. É por isso que Nanã é associada à senilidade, à velhice, que é quando a pessoa começa a se esquecer de muitas coisas que vivenciou na sua vida carnal.

Portanto, um dos campos de atuação dela, e a "memória", se Oxoce aguça o raciocínio e adormece os conhecimentos do espírito para que eles não interfiram no destino traçado para toda uma encarnação.

Em outra linha da vida, ela é encontrada na menopausa; no início está Oxum, estimulando a sexualidade feminina; no meio, está Yemanjá, estimulando a maternidade; e no fim, está nanã, paralisando tanto a sexualidade quanto a geração de filhos.

Sincretismo

Gêge: Anabioko
Nagô: Nanã
Angola: Zumbarandá
Catolicismo: Santa Ana

Saudações

Salubá, Nanã! (Salve a Senhora das Águas Pantaneiras!)


Uma pessoa que tenha Nanã como Orixá de cabeça (mãe no Eledá), pode levar em conta principalmente a figura da avó: carinhosa às vezes até em excesso, levando o conceito de mãe ao exagero, mas também ranzinza, preocupada com detalhes, com forte tendência a sair censurando os outros. Não tem muito senso de humor, o que a faz valorizar demais pequenos incidentes e transformar pequenos problemas em grandes dramas. Ao mesmo tempo, tem uma grande capacidade de compreensão do ser humano, como se fosse muito mais velha do que sua própria existência. Por causa desse fator, o perdão aos que erram e o consolo para quem está sofrendo é uma habilidade natural. Nanã, através de seus filhos-de-santo, vive voltada para a comunidade, sempre tentando realizar as vontades e necessidades dos outros.

Às vezes porém, exige atenção e respeito que julga devido mas não obtido dos que a cercam. Não consegue entender como as pessoas cometem certos enganos triviais, como optam por certas saídas que para um filho de Nanã são evidentemente inadequadas. É o tipo de pessoa que não consegue compreender direito as opiniões alheias, nem aceitar que nem todos pensem da mesma forma que ela.

Suas reações bem equilibradas e a pertinência das decisões, as mantém sempre no caminho da sabedoria e da justiça.
Todos esses dados indicam também serem os filhos de Nanã, um pouco mais conservadores que o restante da sociedade, desejarem a volta de situações do passado, modos de vida que já se foram. Querem um mundo previsível, estável ou até voltando para trás: são aqueles que reclamam das viagens espaciais, dos novos costumes, da nova moralidade, etc.

Quanto à dados físicos, são pessoas que envelhecem rapidamente, aparentando mais idade do que realmente têm.

 
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