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Oxumaré


Oxumarê é o Trono de Deus que se polariza com Oxum na Coroa Planetária.

O divino Trono da Renovação da Vida é a divindade unigênita de Deus, que é em si mesmo o Orixá que tanto dilui as causas dos desequilíbrios quanto gera a partir de si as condições ideais para que tudo seja renovado, já em equilíbrio e harmonia. Ele é o próprio mistério renovador e diluidor do Criador.

Oxumarê, tal como revela a lenda dos Orixás, é a renovação contínua, em todos os aspectos e sentidos da vida de um ser. Sua identificação com "Dan - a Serpente do Arco-Íris", não aconteceu por acaso, pois Oxumarê irradia as sete cores que caracterizam as sete irradiações divinas que dão origem às Sete Linhas da Umbanda. E ele atua nas sete irradiações como elemento renovador.

Oxumarê está na linha da fé como elemento renovador da religiosidade dos seres. Ele está na linha da concepção como renovador do amor e da sexualidade da vida dos seres. Está na linha do conhecimento como renovador de conceitos, das teorias e dos fundamentos. Está na linha da justiça como renovador dos juízos. Oxumarê está na linha da lei como renovador das ordenações que acontecem de tempos em tempos. Ele está na linha da evolução como renovador das doutrinas religiosas, que aperfeiçoam o saber e aceleram a evolução dos seres. Está na linha da geração como a renovação ou como o próprio reencarne, que acontece quando um espírito troca a pele, tal como "Dan - a Serpente Encatantada do Arco-Íris".

Sincretismo

Gêge: Dan / Bessen
Nagô: Oxumarê
Angola: Angoromea
Catolicismo: São Bartolomeu

Saudações

Arrobobô! (Senhor das Águas Supremas!)


O arquétipo de comportamento associado à figura desse Orixá complexo está a tendência à renovação, a compulsividade à mudança. Seus filhos estão entre aquelas pessoas que, de tempos em tempos, mudam tudo em sua vida: mudam de casa, de amigos, de emprego, como se ciclos se sucedessem sempre, obrigatoriamente, exigindo e provocando rompimento com o passado e iniciando diuturnamente a busca de um novo equilíbrio que deverá persistir até num novo momento de ruptura, desintegração e substituição. Mutabilidade, reinício é seu princípio básico, aproximando-o dos mitos ocidentais referentes ao planeta Plutão, o astro da morte, da destruição, da revolução como forma de renascimento e ressurreição.

Também são apontados nos filhos de Oxumaré certos traços de orgulho e de ostentação, algo que os aproxima do clichê do novo-rico, exibicionista, quando surge um grave problema para alguém de sua amizade, e que precisa efetivamente da sua ajuda.

A androginia do Orixá, por vezes é estendida a seus filhos. Estes, segundo algumas correntes, seriam bissexuais em potencial, mas essa interpretação não é aceita universalmente.

Fisicamente, os filhos de Oxumaré tendem a se movimentar extremamente leve, pouco levantando os pés do chão. Têm em comum com a cobra a facilidade em serem silenciosos, armarem seus botes na vida sem que as pessoas em torno se apercebam disso e só atacando seus inimigos quando têm plena certeza da vitória, que a vítima está encurralada num território que não é o seu.

 
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